o vento virou roteiro
- e cambaleou tanto, que caiu tortinha no espaço,
gracejando o ar pra um novo começo.
Desenhando nos ares com as lágrimas de felicidade que doava aos céus,
efêmera caiu sorrateira - fazendo de sua cauda o sobrenome de sua aparição - por isso cadente.
E no impacto caiu sob uma cabeça
e nela derramou prata,
trazendo a velhice pra quem já vôou alto.
As crianças que viram apenas os riscos, apontaram para querer alcançar o real
E pegam-se sonhando com o Futuro da prosperidade destes traços, novamente.
E crescer é sentir sem perceber, que os traços alinham a cabeça,
em fios voluptuosos da alegria, com o acaso de um embalo,
que o tempo passa dando nomes diferentes
para o que nos soou sempre igual.

Foi a estrela que escreveu cada linha,
lápide infinita.





