O passarinho que pousa sob o muro
dono de uma fome de sol
que só o brilho de suas penas denomina tão bem...
Enche meus olhos de um puro tão belo
que a canção que ele não diz suspira de dentro
Ritmando poucos versos
mas encantando todo um universo
Que desperta até o detalhe de seu porte
sendo um gordinho passarinho
que parece que até as nuvens do céu engole
Pra ser justo tão macio em carícia invisível
de um completo insubstituível...
terça-feira, 3 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Do nome baixinho engolido pelo escuro.
Do outono que não tem medo do escuro
e ilumina o próprio dom

de olhos fechados sentir o conforto do tempo
a ser iluminado por estrelas...
Cadentes da luz interna,
vívidas sensações de mais que espera
Em continuar o ritmo de inspirar
o respirar em pleno contorno
De estação à outra,
entre perdas e passos novos.
domingo, 17 de abril de 2011
O pequenino entre dentes-de-leão.
ou de formato cru aos olhos nus
Ensina que se aprende muito mais
bailando na existência esparsa...
Em contar passos e respirar leves plumas
de mordiscar ou sorrir dias imprevisíveis
- sem o medo de ser leve, sem o medo de ser engolido
Pois a boca aberta da descoberta é sempre leve
É uma inspiração eólica, brindando um conto antigo
De palavras sussurradas em seguir entre as próprias raízes,
crescendo como ar nos pulmões sendo um nome simples
O mundo como uma casa nevando acima da sua cabeça
(então abençoada pela pequenitude):
são dentes-de-leão, devorando a dimensão e brindando o vento
retratando pensamentos com a metáfora mais bonita do efêmero
em pureza, se sentir...
sábado, 15 de janeiro de 2011
'Lenços sempre carregam traços de solidão...'
...como um corpo leve suspira uma sensação com o peso do mundo ao redor, levantando o vento - em realizar essa atmosfera, tão cíclica quanto real.
_Ela renova seus olhos cristalizando o que vê, tão cruel classificação das vias de tudo, uma teoria conspiratória numa redoma de diamante. Tudo friamente calculado, e mãos que se retêm em cobrir as mãos do que não lhe conclui, mas o pensamento tende a ser fatal.
E um caminho recorre, como as dobras das mangas de pulsos frágeis, à tendência de seus lábios curvarem tudo o que sente, é a tênue linha que não diz, mas sustenta o equilíbrio das palavras. Como um rosto precipita a atenção de outros olhos, a energia que lhe desbrava o corpo, molda a figura. Uma alma levitando um gesto. Uma explanação que aumenta a ritmia do coração e induz o compasso dos pés...
_Como minusciosidades que aumentam o horizonte escolhendo as cores de dentro pra fora; de um momento à uma lágrima, a aquarela de avivar seu próprio ser lhe leva as fibras do fruto mais denso, consentindo a chuva a crescer um pedaço de caminho, e todo instante que lento comove o que de repente, será um constar de renovar os próprios e menores resquícios.
_Os olhos e de novo o mundo, dobrando a textura do porvir no sentir igual. Ela senta-se e tira do bolso lentamente, um formato que as nódoas dos dedos não mentem como finura essencial de tudo que transparece; todos os passos lentos, o olhar atento, e um vazio esbranquiçado respirando a existência das nuvens, um tudo com um tanto tão inspirador...
_E eis a sua solidão protegendo os olhos, escrevendo lágrimas numa fibra de solidão. Foi a tinta derramada num lenço, foram os olhos preescritos em mais que se vê, num forte claro e simples, é majestoso o simplificar o fluxo de uma passagem, e recolher a marca do sublime tom, em se compreender.
Ilustração e título de Nestor Jr.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Uma primavera vivida.
Vide um dia,
uma moça estirada sob a grama,
de cor de extensão de seus olhos
Sua pele como uma poça de sol,
era fonte que doava a luz emanada em todo lugar
E respirava partindo suspiros como bolhas de sabão intactas
Enquanto os gatos,
saltitavam pelo jardim à fora,
entre tulipas e seus dentes-de-leão,
florescendo curiosidade, partindo folhas ao chão
E a vida fluia como recriava
o cenário da fusão dos mundos
de cada pequena criatura numa estação só,
e plena harmonia
Por trás de uma flor, era gato,
Do gato, a mão da moça,
Da pele, o sol,
Do vento, a flor,
Da flor, a cor,
e da grama o olhar...
E assim que um vinha,
o outro voltava;
lá no fundo espelhado um diverso vivenciar,
como uma imensa roda-gigante...
e seu doce flutuar.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Último andar
A vertigem de cima; do andar, do olhar, da origem, de estar acima dos pontos mortos que se vê focando, tão longe que nem o atrito da esperança em si lhe provoca o alvo de atingir - é só um pouco de paz que dá vontade de ser sublime.
A espuma de um café, a garganta com o vivo amornado nos gestos do dia a dia, entre o horário de verão e o vento frio que desatina a letra no papel. Sílabas e lentas letras se precipitam logo a fora; a vida flagrada em princípios coletivos, logo um desabafo e já não está mais só.
E a narrativa que lha consome devagar. Um dia lindo e mais mesmice a expulsar a vida. E o próprio medo consentido.
É um pouco de saudades, outro tanto de desânimo, horas lentas, café... e mistura pouca de tanto, que dá embrulho no estômago.
Porções entre possibilidades. E mais um dia e o tempo só,
...ela multiplica a vaidade e constrói um refúgio pra si,
Photo by Julia Iwo
A espuma de um café, a garganta com o vivo amornado nos gestos do dia a dia, entre o horário de verão e o vento frio que desatina a letra no papel. Sílabas e lentas letras se precipitam logo a fora; a vida flagrada em princípios coletivos, logo um desabafo e já não está mais só.
E a narrativa que lha consome devagar. Um dia lindo e mais mesmice a expulsar a vida. E o próprio medo consentido.
É um pouco de saudades, outro tanto de desânimo, horas lentas, café... e mistura pouca de tanto, que dá embrulho no estômago.
Porções entre possibilidades. E mais um dia e o tempo só,
soando, entre ventos e pairagens, que as palavras
abrigam como vasos solitários de flores a brotar...
estações e perseveranças que nem sempre calçam o mesmo par.
justo quando disseram que dois não são só uma medida...
estações e perseveranças que nem sempre calçam o mesmo par.
justo quando disseram que dois não são só uma medida...
...ela multiplica a vaidade e constrói um refúgio pra si,
não mente, mas a que não se lembra respira, adormece
e o sonho está por vir.

terça-feira, 21 de setembro de 2010
Realidade e comprometimento
(Carta enviada aos vereadores da cidade de Blumenau, reinvindicando o valor do projeto do Fundo Municipal de Apoio à Cultura)
Caros Senhores Vereadores,
eis o momento de falarmos em aberto sobre valores e condições, além dos projetos propostos, das leis executadas, e das taxas e das calçadas que vivenciamos como ponte essa que nos liga; com o uso e perdão da palavra. Não me vejo na obrigação de me utilizar de licença poética para me referir ao que nos é essencial: Nós, como cidadãos, de carne, osso, necessidades e voz - pra retificar e proteger o que nos custa e que ao mesmo, nos faz de direito. Direito, palavra de lei, de respeito, de DIGNIDADE, um belo pressuposto pra discursar, mas de uma face muito diferente de quem vivencia como consequência.
A consequência, lógica de uma ação, que na atmosfera social se parte da ambientação - antes mencionada, com projetos, obras, realizações e afins que ligam os cidadãos escolhidos, os ocupantes de cargos públicos empelidos à essa jornada, e, que por vezes se referem apenas como aos que optam por fazê-la, como se agora, do discurso a licença poética matasse as necessidades e eliminasse por figuração existencial tudo o que anteriormente fora muito bem compreendido e planejado pra ser diferente, e nesse desfalque, sente-se o infortúnio da sociedade que os escolheu.
Assim é que a análise das mudanças ocorridas por crescimento e realização de muitos fatores, hoje muito se parecem diferentes da demanda necessária para prover o que está sendo trabalhado - ou pelo menos o suficientemente para sustentar esse dizer. Enquanto a visualização dos que realizam (ou deveriam realizar) se vê às campanhas em seus caminhos para progredir, os que vivem essas escolhas precisam ser transgressores das dificuldades com paciência e virtude pra contornar tudo; mas e a ponte que nos liga, por quê agora não faz jus ao que realmente é?
Essa minha fala cheia de recurso não faz nem diz por menos, quando se concretiza
e tudo que já ouviu e se sente restante de um discurso e da falta de vivência nos projetos e no retorno que não nos chega. Falo sem surpresa do Fundo Municipal de Apoio à Cultura da cidade de Blumenau, que de miseráveis considerações tem sido um dos recursos mais vergonhosos pra demanda que nos compete e que claramente sofre recusa e descaso de quem mais poderia e deveria prover dela.
O arbítrio que não falta à classe artística em cortornar as dificuldades e realizar os feitos que são seu alimento e dedicação; mas as mesmas pautas que referidas belamente num discurso não alimentam salário, não ambientizam moradas, não pagam impostos, não criam espaços, não educam, não divertem e tampouco possibilita a sociedade de usufruir da sua própria capacidade. E os potenciais sem credibilidade são ambientes mortos, são prédios vazios e precários, cheios de
lenda, mas que não fazem história e nem emancipam a dignidade que nos foi posta.
Até porque não precisamos de promessas, e sim de possibilitações; que nos vem agora, entre leis, projetos e acima de tudo, bom-senso por quem tem a autoridade de fazer pelo que se dispôs.
Hoje temos dados, temos recursos, temos a demanda necessária pra isso se suprir com a integridade que dispõe: um projeto de lei, capacitados à ela e responsáveis por ela.
Que possa mais um apelo como este, colocar a tempo as pautas ao que se deve e precisa.
E ainda que esteja eu, utilizando-me de todos os recursos metafóricos que encontrem e desejam constatar nesta reivindicação, há acima de tudo tem uma frustração contada por mais uma voz que vivencia este fato que lhes recorro; mas que se vê muito possível de mudar, assim que encontra seus responsáveis e solução.
É uma voz entre a demanda inteira de artistas e demais agentes que se tornam impossibilitados de vivenciar o que é de direito, de dignidade, de construtivo para uma sociedade muito além da sustentabilidade preescrita em fundamentos estatais e políticos; a significância dessa postura é um valor de agente claro, dessa entrega em carta e apelo totalmente possível ao que as vossas considerações realizarão.
O futuro se escreve agora sim, com a possibilidade que 300, 400 ou 900 mil reais fundamentam, mas não serão capazes de calar ou sustentar - porque a vitalícia de todas essas vozes são ações de pessoas comprometidas e sem medo de identificarem-se dignas de recursos; sem o ciclo do tempo, não há terra que fertilize, e mãos sem ferramentas também não cultivam; nossas mãos estão estendidas, esperando o que é nosso - pois justo, que se façam dignos do que as vossas posturas pedem.
Pelo dia 23 de Setembro, aonde podem modificar na Câmara,
o alcance do Fundo Municipal de Cultura, em nome de tudo que fora dito e é real.
Atenciosamente,
Cláudia Iara Vetter.
Caros Senhores Vereadores,
eis o momento de falarmos em aberto sobre valores e condições, além dos projetos propostos, das leis executadas, e das taxas e das calçadas que vivenciamos como ponte essa que nos liga; com o uso e perdão da palavra. Não me vejo na obrigação de me utilizar de licença poética para me referir ao que nos é essencial: Nós, como cidadãos, de carne, osso, necessidades e voz - pra retificar e proteger o que nos custa e que ao mesmo, nos faz de direito. Direito, palavra de lei, de respeito, de DIGNIDADE, um belo pressuposto pra discursar, mas de uma face muito diferente de quem vivencia como consequência.
A consequência, lógica de uma ação, que na atmosfera social se parte da ambientação - antes mencionada, com projetos, obras, realizações e afins que ligam os cidadãos escolhidos, os ocupantes de cargos públicos empelidos à essa jornada, e, que por vezes se referem apenas como aos que optam por fazê-la, como se agora, do discurso a licença poética matasse as necessidades e eliminasse por figuração existencial tudo o que anteriormente fora muito bem compreendido e planejado pra ser diferente, e nesse desfalque, sente-se o infortúnio da sociedade que os escolheu.
Assim é que a análise das mudanças ocorridas por crescimento e realização de muitos fatores, hoje muito se parecem diferentes da demanda necessária para prover o que está sendo trabalhado - ou pelo menos o suficientemente para sustentar esse dizer. Enquanto a visualização dos que realizam (ou deveriam realizar) se vê às campanhas em seus caminhos para progredir, os que vivem essas escolhas precisam ser transgressores das dificuldades com paciência e virtude pra contornar tudo; mas e a ponte que nos liga, por quê agora não faz jus ao que realmente é?
Essa minha fala cheia de recurso não faz nem diz por menos, quando se concretiza
e tudo que já ouviu e se sente restante de um discurso e da falta de vivência nos projetos e no retorno que não nos chega. Falo sem surpresa do Fundo Municipal de Apoio à Cultura da cidade de Blumenau, que de miseráveis considerações tem sido um dos recursos mais vergonhosos pra demanda que nos compete e que claramente sofre recusa e descaso de quem mais poderia e deveria prover dela.
O arbítrio que não falta à classe artística em cortornar as dificuldades e realizar os feitos que são seu alimento e dedicação; mas as mesmas pautas que referidas belamente num discurso não alimentam salário, não ambientizam moradas, não pagam impostos, não criam espaços, não educam, não divertem e tampouco possibilita a sociedade de usufruir da sua própria capacidade. E os potenciais sem credibilidade são ambientes mortos, são prédios vazios e precários, cheios de
lenda, mas que não fazem história e nem emancipam a dignidade que nos foi posta.
Até porque não precisamos de promessas, e sim de possibilitações; que nos vem agora, entre leis, projetos e acima de tudo, bom-senso por quem tem a autoridade de fazer pelo que se dispôs.
Hoje temos dados, temos recursos, temos a demanda necessária pra isso se suprir com a integridade que dispõe: um projeto de lei, capacitados à ela e responsáveis por ela.
Que possa mais um apelo como este, colocar a tempo as pautas ao que se deve e precisa.
E ainda que esteja eu, utilizando-me de todos os recursos metafóricos que encontrem e desejam constatar nesta reivindicação, há acima de tudo tem uma frustração contada por mais uma voz que vivencia este fato que lhes recorro; mas que se vê muito possível de mudar, assim que encontra seus responsáveis e solução.
É uma voz entre a demanda inteira de artistas e demais agentes que se tornam impossibilitados de vivenciar o que é de direito, de dignidade, de construtivo para uma sociedade muito além da sustentabilidade preescrita em fundamentos estatais e políticos; a significância dessa postura é um valor de agente claro, dessa entrega em carta e apelo totalmente possível ao que as vossas considerações realizarão.
O futuro se escreve agora sim, com a possibilidade que 300, 400 ou 900 mil reais fundamentam, mas não serão capazes de calar ou sustentar - porque a vitalícia de todas essas vozes são ações de pessoas comprometidas e sem medo de identificarem-se dignas de recursos; sem o ciclo do tempo, não há terra que fertilize, e mãos sem ferramentas também não cultivam; nossas mãos estão estendidas, esperando o que é nosso - pois justo, que se façam dignos do que as vossas posturas pedem.
Pelo dia 23 de Setembro, aonde podem modificar na Câmara,
o alcance do Fundo Municipal de Cultura, em nome de tudo que fora dito e é real.
Atenciosamente,
Cláudia Iara Vetter.
(Manifeste-se também!
Contatos:
Vereador ROBERTO TRIBESS - betotribess@camarablu.sc.gov.br
Vereador FÁBIO ALLAN FIEDLER -ff@camarablu.sc.gov.br
Vereador JOÃO JOSÉ MARÇAL - zemarcal@camarablu.sc.gov.br
Vereador ANTÔNIO JOÃO VENEZA DE SOUZA - veneza@camarablu.sc.gov.br
Vereador DEUSDITH DE SOUZA - deusdith@camarablu.sc.gov.br
Vereadora HELENICE G. M. LUCHETTA - helenice@camarablu.sc.gov.br
Vereador JOSÉ DE SOUZA - "ZECA BOMBEIRO" - zecabombeiro@camarablu.sc.gov.br
Vereador JOVINO CARDOSO NETO - jovino@camarablu.sc.gov.br
Vereador MARCELO SCHRUBBE - marceloschrubbe@camarablu.sc.gov.br
Vereador MARCO ANTÔNIO G. M. WANROWSKY - mailto:wanrowski@camarablu.sc.gov.brr
Vereador NAPOLEÃO BERNARDES NETO - napoleao@camarablu.sc.gov.br
Vereador NORMA T. DICKMANN - normadickmann@camarablu.sc.gov.br
Vereador VANDERLEI PAULO DE OLIVEIRA - vanderlei@camarablu.sc.gov.br
Vereador VANIO FRANCISCO SALM - vanio@camarablu.sc.gov.br )
Contatos:
Vereador ROBERTO TRIBESS - betotribess@camarablu.sc.gov.br
Vereador FÁBIO ALLAN FIEDLER -ff@camarablu.sc.gov.br
Vereador JOÃO JOSÉ MARÇAL - zemarcal@camarablu.sc.gov.br
Vereador ANTÔNIO JOÃO VENEZA DE SOUZA - veneza@camarablu.sc.gov.br
Vereador DEUSDITH DE SOUZA - deusdith@camarablu.sc.gov.br
Vereadora HELENICE G. M. LUCHETTA - helenice@camarablu.sc.gov.br
Vereador JOSÉ DE SOUZA - "ZECA BOMBEIRO" - zecabombeiro@camarablu.sc.gov.br
Vereador JOVINO CARDOSO NETO - jovino@camarablu.sc.gov.br
Vereador MARCELO SCHRUBBE - marceloschrubbe@camarablu.sc.gov.br
Vereador MARCO ANTÔNIO G. M. WANROWSKY - mailto:wanrowski@camarablu.sc.gov.brr
Vereador NAPOLEÃO BERNARDES NETO - napoleao@camarablu.sc.gov.br
Vereador NORMA T. DICKMANN - normadickmann@camarablu.sc.gov.br
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