quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A plataforma do atemporal

Sonhara numa atmosfera tão plena que o único despertar pra realidade
foi o coração pulsando frenético, o relógio de seus momentos
As palmas estavam unidas, querendo prender os instantes por entre os dedos
que nada mais podiam além de tatear seu rosto, segurar as lágrimas da impressão de que o mundo era muito menor do que as reais sensações.

Transcendeu seu espaço com o respirar fundo e puro
de que os personagens prosseguiam ali,
e o mundo confuso, era só um peito angustiado
Pronto para no próximo abraço,
para o instante
de entender calmo
a fragilidade real de um coração, e vivenciarem.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O sofrimento da árvore galhuda, o caminho D'ele - lindo e livre

Primavera se foi... e com ela o calor aguçou a sensação do querer por estar livre. A árvore galhuda, no seu chão inabalável por raízes fortes, e lindas flores que abandonou para conceber novas, estava inclinada à vitalidade do tempo, e dentro dela, certa angústia a secava, mas o casco ainda era belo, o passarinho lindo e livre sempre voltava.

(Sorriso)

_Em um dia destes, passarinho vôou e deixou os pequeninos gravetos que aninhou como um arranjo para a beleza dos galhos da árvore, e se foi. Voltara hora ou outra para falar-lhe do tempo ruim, mas nunca mais da canção de amor que ouvira de seu tímido bico.

O olhar opaco de um passarinho lindo secou a árvore, e as nuances vitais viraram palidez que diriam apenas, reflexo do sol.

_Ela se êxpos, o sol a secou enquanto desarmou-se para estar sempre à vista do pássaro. Mas ele é livre, e ela é só dela mesma. As flores de cores fracas estão berrantes de um ciclo doloroso, pois queima o ninho, e o estado dessa solidão ecoa nos cantos distantes, no ''Bom Dia'' educado que lhe dá sem maldade, mas também, sem a unha que lhe crave desenhos e todo dia marque a vida com um sonho bom.

_Pois a existência dela é mutável, e as folhas caem sobre ela, ficam em seus galhos inclinando o espaço que ficou para quem a guardava. O vento conduz mas não dissipa, e os galhos, tão atraentes, agora são sombra que não atraem aquele que quer o sopro do mundo, a falta de tom.
_A manhã agora tem um Quê inexato, como se o tempo recolhesse suas bagagens enquanto se muda, ela sobrou.
Um ornamento de última viagem, mas recolhido recanto de primeira paisagem e conforto, no mesmo lugar; mesmo que mude.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

I N T E R M I S S I O N (II)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O Homem e a sua doença

Um caminho curto pra distrair o que é imprescindivelmente longo, ou ainda, de tamanho impreciso é inerente a curiosidade incontida, a vontade de expressar o manifesto, e olha-se de soslaio para o que na mesma matéria, à esse homem culpa prende.
O tácito desejo cálido que percorre tão ávido os instintos de devorar-se; de boca húmida e desejo rijo, em ocupação distante a mente ilusiona a vida diferente, das dores, quase imune. Pudera o homem ver sua alma de fronte ao espelho quando se repara, se apronta, enquanto se consome, não percebendo que os seus sentidos se tornam todos bocas devoradoras, e o medo é fome, a confusão é gula e a ânsia é mais e mais...! Ah os seus nervos não se alongam ou partem as pontas em longos sorvos ou curtos casos; a memória não subtrai o que é cru, o coração não dissipa o que lhe ocorre.
E na divisão a falta indica o íntegro, a sensibilidade a tona, a natureza do grito, e por conseguinte, o suspiro, o elevar de um poro, a lembrança ao tom em ouvidos, o olfato é a memória que o sentido de avistar observa longíquo tudo o que lhe trouxe sem comprometer-lhe, bastou-lhe formar o peito como abrigo para ter o afago tímido de saber encontrar-se. é na lonjura que a silhueta se apronta por inteiro, e se é medo, assombra, e se é amor, se entrega.
As descobertas restantes são átimos do que não se conclui no selvagem que nos contorna no ritmo das palavras, no frenesí que a sabedoria humana conserva nos escritos da memória de comportar o viver, e no deslize, uma vivência que se reforma na pele que pétala dissipa,
é a Flor do homem que renasce; é a verdadeira história de todos os causos que a febre ansiosa do Homem e sua doença, soubera anestesiar. (-maldita hora)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

(''...I can't) Wash (you out my skin..'')

Despiu a escolha de uma hora, e marcavam-se todos os momentos pelo que lhe restava: o maior órgão, a pele tanto tracejada pelo apelo do dia que suportara, quanto pelos sinais desde o nascimento - intransponíveis consagrações do tempo. Abriu as portas do atemporal quando libertou-se afinal, a porta lhe deu mais um espaço livre à mente - ainda na abertura que o comum pode lhe oferecer.
Abriu o registro do indestrutível, alinharam-se as linhas do esperado: gotas e gotas de calma e nostalgia. As principiantes desceram sob seu corpo, marcando as glândulas de seu peito como porto, que chegam e escorrem, pra vivificar o sentir: um sopro que fecha os olhos. E flui como a água a transparência do sentir, como vibram os poros com a tênue prioridade de lavar, a alma.

Ali germinara a conexão do vital, ligando todos
os pontos a matéria de estar emocionada simplesmente real, como o instante para alimentar o inexplicável; e falando dele para existir melhor, existindo-se para ser mais segura. Carmen, uma flor em desabrochar; as gotas lhe caem repentinas e densas, pesam e desequilibram, fechando os olhos para os sentidos restantes vibrarem aos solos necessidades em seus valores, limpa os vícios, retira os pudores, deixa o limpo claro e o claro tão límpido que rasa a pétala suspende a pele para o maior artifício: conhecer-se.


Deixa a pele com o cheiro da pétala mais sublime, pois a matéria da nostalgia abriu as portas e ao personificar-se vem ao teu encontro, abraçar-te.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O apontamento de um ponteiro


A criação do tempo corre sobre o criado-mudo que não reclama e guarda, calado.
Passa ao real o inimaginável desta data, como o intrasponível afetando a prestatividade de suas mãos, Alice, tão calada sentia intenso o poder da palavra por toda a dimensão de tal Tempo.
Dia dezenove-do-onze, uma imaginação precária pra sentir-se lá, uma sensação estranha da condição real, consciente e instantânea do que desabrochou e está a definhar.
Na ponta de um lápis presencia a descoberta da herança como inevitável consistência.

Registro de idas e vindas, um cátalogo de sonhos, uma fonte de desespero concreto a toca de muitas maneiras; na ponta daqueles dedos ásperos e frágeis, no peito desabrigado e fatal.
Ler seu destino era condensar sua história no real, e crer nesse inimaginável que conduz o que aponta, afinando o lápis e contanto a sua história,
pois a recontagem dos sinais é a virtude dos personagens, e reconhecer-se toda é
abrir a fenda do infinito, aonde o tempo, não alcança.

Dentro dos contos, uma fada.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Blind-

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A claridade que não faz enxergar é cegueira,
e os sentidos outros, fazem uma recontagem dos mesmo(s).
O que sente apalpa o fato,
e depois de todos os outros,
aprende-se a tocar um sorriso;
a essência é de quem sente.


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