terça-feira, 15 de outubro de 2013
Alma em fole
Criatura do universal espaço,
caída em terra Moça
se resolveu nominar
*
E é cultivada em jardim,
desdobrável em flor
no cheiro alvo de verão
Feita de capim descascado
ao fim da chuva
Que renova os pulmões e
coleta a poesia em seivas
Rega vias
pelos cílios
e ainda de olhos fechados
transforma horizontes
Do tempo e relicário,
desdobrando desejos
em aspas das asas de dentes d'leão
e o beijo fatídico do real imaginário...
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
A perfeita simetria dos defeitos
A rasurar em amor
o batom que te adorna
Vem a trilha que descabela o sentir
e desabrocha sorrisos
Do ventre largo do corpo de violoncelo
ao aliado desconcerto ao tom puro de teus olhos…
Estende a mão e a tua cor aparece
como um apelo poético invisível
Raro como a visão do tempo e do ar,
deixando o gosto do alimento
Da seiva que vem de dentro - e que em teu nome,
ao norte de um agora, ajuda a traduzir.
![]() |
Srta. Neuber por Nestor Jr • http://nestorjrfotos.tumblr.com/ |
quinta-feira, 11 de julho de 2013
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Nosso tango cheirando à flor do tempo sem previsões, só desejos.
Como eu gosto
de saber que eu sei
contar as tentações
de mil segredos
numa cor
Vivendo a lascívia
derretida de teus lábios
Como as estrelas
de uma noite qualquer,
como
nunca
e
para
sempre.
de saber que eu sei
contar as tentações
de mil segredos
numa cor
Vivendo a lascívia
derretida de teus lábios
Como as estrelas
de uma noite qualquer,
como
nunca
e
para
sempre.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Mais um causo eólico
Uma menina sonhava que tinha um tempo de viver,
instante só seu.
Como nasce uma flor no jardim,
ou se dá nome ao sentimento no peito...
Mas, como?
Desde há muito as flores existem
e são mudas, como a vanidade
e são mudas, como a vanidade
que os sentimentos não consomem
É como se nada tivesse nome,
tudo se misturara
e ao vento,
um encontro, um disparo:
transformou-se a vida de um poema
Sem término de vibrar,
mas começo de transferir
- uma menina aos olhos múltiplos de sentir.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Estranhos no espelho
Ela o vira encostado na mesa de sinuca, com outros completando o espaço com o sorriso de agrado, entre a fumaça dos cigarros de vícios alheios a sua virtude de simpatizar com o adverso - uma figura de batidas crescentes entre a música e as observações ditas altas aos ouvidos, tantas falações...
e do que
se dirá no próximo silêncio?
(...)
Ela chega
percorrendo o espaço com seus passos insinuosos, acompanhando a
música que há tempos se resguarda nas intenções, e não
tão-somente nos movimentos. Estava lá, preenchendo o concreto cru
de cimento, as paredes vermelhas e as luzes reluzentes, em seu
vestido negro, agora entrecortado por todos os elementos descritos.
Por quem incorporou o som como respirar, embala-se...
É um
desperdício até, invade a mente. Minutos passados de todo o
expurgar de sua mente para aquele sentido, que transgrediu tantas
compreensões e a faz neste momento – não tão somente bailar, mas
esboçar no sorriso final um desespero pela simpatia de controlar o
agradável, tentando permitir sempre, o encontro com mais seres
desencadeados de si, no turbilhão dos outros.
A busca
por divertir-se sem entreter de fato o responsável por isso faz com
que se deixe esquecer, de sentidos de cuidado e aguçar o contato
deixando entrar na boca o anestésico da razão, a desculpa perfeita
para o desequilíbrio.
E queima a língua, e dela faz tapete para despudores e instigares de olhares que já lhe acompanhavam, degustando através de uma linha tênue, o limiar da fome, seduz um conjunto, mas não quer saber do todo.
Acima de
todas as vergonhas é charme explícito pra quem no mesmo salto, depois, na queda da cama vai usá-la e deixar mais um sorriso, e um conseqüente cansaço do corpo para a barreira que lhe foi
arremessada,sem sequer apontar motivos. E daí, o sono. E o encontro
com o feitio e a aceitação de igual imaginar
E depois
da aurora, o silêncio. E o despertar vira realidade, solavancos na
cabeça para arremessar o peso do que lhe abateu naquela noite como
cócegas, mediante tantos sorrisos. Andou cambaleando até a porta do
quarto, procurou interruptor para a luz, mas antes de enxergar, a luz
do sol lhe veio aos olhos e este desconforto já lhe trouxe
consciência de horas, e um desconcerto ao olhar o espelho: ninguém
lhe dissera que não ficava mais atraente longe de si mesma.
Mais uma
côrte, refinada de reinar intensidade sob seus passos fez entender
que o tapete verde estendido para os corpos estirarem seu cansaço
são vermelhos assim que as línguas se estendem, assim que as falas
fazem a chegada da realidade do ser embutido em chegadas e partidas,
até a próxima chegada.
Eles
conseguem.
Mas ela
sabe que não tem como, usar a lua como cápsula de morfina. A boca
tem um céu particular. E no seu pequeno infinito, ele é a estrela
cadente que foi tão, mas tão adentro, que o coração é sempre
cálido; e agitado, tão agitado, que nem a noite na sua eternidade,
aprendeu a agüentar...
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
A ânsia engasgada na mira de velhas teias frescas
A brevidade de um momento se alonga
se o contentamento não precisa ser
pelo resultado em fim de ânsia.
A ansiedade pega a cor dos olhos,
o vôo dos pássaros
Faz da retina um palco desértico,
desolado até das sementes ao chão
o vôo dos pássaros
Faz da retina um palco desértico,
desolado até das sementes ao chão
E o que é flor perde o nome de si mesma,
o porquê não diz por pouco motivo
em mesmo, não saber a origem das suas próprias partículas,
...como almeja pétalas!
Desfolhar-se é um meio,
por tudo o que o tempo não condiz
Filtra o ensejo e fica a suculência
enquanto não amadurece-se o próprio meio em fim.
por tudo o que o tempo não condiz
Filtra o ensejo e fica a suculência
enquanto não amadurece-se o próprio meio em fim.
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